A Companhia Moderno de Dança realizou a performance O POETA E O SAMBA NA CAPITAL PARAENSE no último sábado, 14 de novembro de 2009, em homenagem ao professor João de Jesus Paes Loureiro, tema do enredo do Império do Samba Quem São Eles para o carnaval 2010. O evento, que aconteceu na quadra do “Quenzão” agregou ícones do carnaval e das artes em Belém em torno do lançamento oficial do samba enredo da referida escola.
A Companhia Moderno de Dança, que há vários anos participa do carnaval paraense desfilando pelo Quem São Eles, apresentou um trabalho artístico baseado na vida e na obra carnavalesca de Paes Loureiro, tomando como base elementos culturais de Abaetetuba, cidade natal do homenageado, e sambas de autoria do poeta, como os consagrados “ENEIDA, SEMPRE AMOR” e “PREAMAR”.
A idéia da Companhia agora é desdobrar a experiência em um novo processo de criação para o próximo ano. Aguardem!
O poeta e o samba na capital paraense
•17 17UTC Novembro 17UTC 2009 • Deixe um comentárioProgramação do 8º FEDAP
•4 04UTC Novembro 04UTC 2009 • Deixe um comentárioDia 05.11 (quinta) – 19h – Teatro do SESI
Prêmio Dança Educação:
COLÉGIO SANTA CATARINA
COREOGRAFIA: SÉCULO XX, UMA ODISSÉIA DE CONTRADIÇÕES
COREÓGRAFA: ROSEANE LOPES
COLÉGIO SOPHOS
COREOGRAFIA: DA MINHA TERRA
COREÓGRAFA: LEILA VELASCO
COLÉGIO NAZARÉ
COREOGRAFIA: RITMOS BRASILEIROS
COREÓGRAFA: ÉRIKA GOMES
Participação especial:
CIA MODERNO DE DANÇA
COREOGRAFIA: LUZ EM CENA
COREÓGRAFOS: CIA MODERNO DE DANÇA
Dia 06.11 (sexta) – 19h – Teatro do SESI
Mostra avaliativa e Mostra não avaliativa
ESCOLAS E PROJETOS SOCIAIS
Particiação epecial
GRUPO COREOGRÁFICO DO COLÉGIO MODERNO
COREOGRAFIA: APARÊNCIAS
COREÓGRAFA: LUIZA MONTEIRO
Dia 07.11 (sábado) – 19h – Teatro do SESI
Mostra avaliativa e Mostra não avaliativa
ESCOLAS E PROJETOS SOCIAIS
Particiação epecial
GRUPO DE DANÇA MODERNO EM CENA
COREOGRAFIA: VEM DE SOM
COREÓGRAFOS: ERCY SOUZA, LUIZA MONTEIRO E ELENCO
Dia 08.11 (domingo) – 19h – Teatro do SESI
Mostra avaliativa e Mostra não avaliativa
ESCOLAS E PROJETOS SOCIAIS
Particiação epecial
PROJETO SOCIAL ALUNO BAILARINO CIADÃO
COREOGRAFIA: FEITO D’ÁGUA
COREÓGRAFOS: ANA PAULA SIQUEIRA, LUIZ THMAZ SARMENTO E MÁRCIO MOREIRA
CIA MODERNO DE DANÇA
COREOGRAFIA: REFORMA
COREÓGRAFOS: ANA FLÁVIA MENDES E ELENCO
ESCOLAS E PROJETOS SOCIAIS PARTICIPANTES DO 8º FEDAP:
COLÉGIO MODERNO
COLÉGIO SANTA CATARINA
PROJETO CURURU
COLÉGIO SOPHOS
COLÉGIO NAZARÉ
PROJETO FADA BRANCA
ESCOLA MENDARA
EEEFM LUÍS NUNES DE DIREITO
COLÉGIO SALESIANO DO CARMO
COLÉGIO IMPACTO
COLÉGIO MADRE CELESTE
SEJEL
PROJETO DANÇARTE
SEDUC (PÓLO UEPA)
EEEFM MARIA LUIZA DA COSTA RÊGO
CENTRO EDUCACIONAL HEURECA
8º FEDAP – Festival Escolar de Dança do Pará
•13 13UTC Outubro 13UTC 2009 • Deixe um comentárioEstão abertas as inscrições para o 8º FEDAP – Festival Escolar de Dança do Pará, evento realizado pela Companhia Moderno de Dança e pelo Colégio Moderno que reúne grupos pertencentes a instituições de ensino formal e projetos sociais.
Este ano o FEDAP acontecerá nos dias 5, 6, 7 e 8 de novembro no Teatro Gabriel Hermes – SESI.
Solicite regulamento e ficha de inscrição pelo e-mail ciamoderno@googlegroups.com
Reforma
•13 13UTC Outubro 13UTC 2009 • 1 ComentárioREFORMA é o mais recente experimento cênico da Companhia Moderno de Dança.
A proposta tem como ponto de partida os estudos da Teoria da Evolução, de Darwin, focalizando em sua pesquisa as noções de adaptação e seleção natural. Os referidos conceitos, porém, não são observados de forma fechada e estanque, mas sim, são refletidos e discutidos com ênfase na contemporaneidade e nas atuais dinâmicas culturais em que os seres humanos estão inseridos.
Ao longo da pesquisa realizada, o processo de criação vem revelando estreita proximadade com a atual condição da própria Cia Moderno de Dança, que tem procurado redescobrir sua maneira de fazer dança. Deste modo, mais que investigar as adaptações humanas à contemporaneidade, REFORMA procura ser uma adaptação de um coletivo de artistas à sua própria realidade no contexto cênico.
Em sua estética, REFORMA dialoga com as tecnologias digitais do vídeo, incorporando este elemento cênico à coreografia em um proposta poética de interface entre dança e imagem.
FICHA TÉCNICA
Intérpretes criadores: Ana Paula Siqueira, Andreza Barroso, Bruna Cruz, Christian Perrotta, Ercy Souza, Feliciano Marques, Luiza Monteiro, Luiz Thomaz Sarmento, Nelly Brito e Wanderlon Cruz.
Vídeos: Registro: Cia Moderno de Dança/ Edição: Ana Flávia Mendes.
Produção técnica e iluminação: Tarik Coelho Alves.
Direção teatral: Márcio Moreira.
Direção artística: Ana Flávia Mendes.
Direção executiva: Gláucio Sapucahy.

Foto: Manoel Pantoja

Foto: Manoel Pantoja

Foto: Manoel Pantoja
DANÇARINOS-KARATEKAS
•9 09UTC Junho 09UTC 2009 • Deixe um comentário
DANÇARINOS-KARATEKAS: uma abordagem etnometodológica nas vivências técnicas da Companhia Moderno de Dança
Estas linhas apresentam-se como breve reflexão sobre a experiência vivida pela Companhia Moderno de Dança no Campeonato de Karatê do Monte Líbano, acontecido no dia 7 de junho de 2009, no Clube Monte Líbano, em Belém.
Não faz parte das pretensões da Companhia Moderno de Dança formar atletas. O contato do grupo com o Karatê justifica-se pela necessidade de despertar, nos dançarinos, percepções ora adormecidas em face das repetidas vivências coreográficas ao longo de seis anos de trabalho. Este foi um dos motivos pelos quais a Companhia se fez presente em massa no referido campeonato.
Uma atividade de pesquisa de campo, assim a Companhia posicionou-se no evento em questão. Imbuídos no espírito investigativo acerca da cultura do Karatê, os dançarinos-pesquisadores viram-se absolutamente imersos naquele contexto, participando ativamente de uma expressão excepcional para a sua maneira própria de perceber o mundo. Se antes o Karatê era algo que havia sido aproximado de suas subjetividades pelos recursos técnicos e filosóficos aplicados em sala de aula, a partir daquele momento, de forma complementar, estes recursos passaram a ser incorporados pela experiência do pertencimento.
Por mais que, inicialmente, os dançarinos estivessem colocando em questão esse pertencimento, não havia como não serem considerados parte daquele contexto. Eram todos, ali, bailarinos-etnopesquisadores e, logo, karatekas, mergulhados de cabeça na profundidade cultural desta arte marcial, tão própria dos demais participantes daquele torneio.
O frio na barriga, o nervosismo e a apreensão fizeram-se presentes no momento da apresentação de cada um dos integrantes da Companhia. Tais sensações remeteram-lhes às primeiras experiências cênicas, em que a incerteza acerca do sucesso na performance coreográfica era uma constante. Trata-se de sensações que, de certa forma, foram diluídas no tempo por conta das frequentes atuações em espetáculos e festivais de dança que as tornaram atividades de rotina.
Que saudade dos tempos em que pisar num placo era absolutamente incomum! Será que a Companhia absorvera tanto o caráter espetacular da dança ao ponto de sua arte, extracotidiana para o espectador, tornar-se cotidiana para os dançarinos? Pois bem, se é assim, então a experiência do Karatê em competição recuperou o que estava adormecido, “sacudiu” as bases e recobrou o gostoso sabor de desconforto que faz parte da encenação.
A Companhia Moderno de Dança agradece a todos que compartilharam desta experiência inusitada, especialmente aos seus familiares e ao Sensei Sanches, mestre que vem se dedicando, desde março de 2009, a desenvolver o desafio do diálogo entre o Karatê e a Dança na perspectiva técnica e estética do grupo.
Repertório Paralelo
•28 28UTC Maio 28UTC 2009 • Deixe um comentárioRepertório Paralelo é o conjunto de experimentos cênicos de curta duração caracterizados como exercícios de desdobramento dos espetáculos da Companhia.
Compreendem este repertório os trabalhos relacionados a seguir.
Clavicórdio – de Christian Perrotta e Daiane Gasparetto | com Christian Perrotta e Daiane Gasparetto

Esta experimentação busca refletir acerca do excesso de virtuosismo presente nas estéticas de arte formais, sobretudo no que se refere à cena da dança. A coreografia parte do princípio da desconstrução deste formalismo, tomando como ponto de partida uma espécie de recriação da estrutura dos pas-de-deux de repertório clássico.
Dissecações – de Ana Flávia Mendes | com Ana Flávia Mendes | captura de imagens Tarik Coelho Alves | edição Ana Flávia Mendes

Dissecações é um experimento em vídeodança que considera como motivação criativa a história de vida da dançarina/ pesquisadora envolvida na experiência, dissecando-a artisticamente por meio das tecnologias do vídeo.
Bo(b)as Maneiras – de Luiza Monteiro e Feliciano Marques | com Feliciano Marques e Clediciano Cardoso | captura de imagens Ana Paula Siqueira | edição Márcio Moreira

Antes de tudo Bo(b)as Maneiras é uma experimentação intuitiva com a linguagem da vídeo-dança. O vídeo revela o conflito de um único personagem, a sua relação com os bons modos pregados pela sociedade. Elegância ou perda de tempo?
Soassim – de Bruna Cruz e Christian Perrotta | com Bruna Cruz e Christian Perrotta

A relação entre a música e o movimento é que norteia o processo criativo de Soassim, que utiliza a técnica do sapateado americano na construção do jogo cênico.
Toda nudez será castigada – de Márcio Moreira | com Márcio Moreira, Nelly Brito e Ercy Souza

Toda nudez será castigada é um mergulho no obsceno. Por meio de um diálogo híbrido entre a dança contemporânea e o teatro, a releitura da obra de Nelson Rodrigues despe morais e valores de uma sociedade que se mantém escondida nas vestes da hipocrisia. Um triângulo que extrai da intensidade, o desejo proibido do outro.
Labirintite – de Daiane Gasparetto | com Daiane Gasparetto

Labirintite é a transfiguração do corpo em movimento, fragmentado em caminhos, imagens perdidas e canções fotografadas no tempo. A construção dessa experiência cênica fundamenta-se na imprecisão de sua realização e na re-elaboração de sua estética difusa.
Caco – de Bruna Cruz, Christian Perrotta e Ana Paula Siqueira | com Bruna Cruz, Christian Perrotta e Ana Paula Siqueira

Caco é uma experiência cênica fundamentada na noção de bricolage, em que a cena se constrói a partir da junção de várias situações, a priori desconexas, porém sempre relacionadas ao cotidiano.
Revira(e)volta – de Andreza Barroso e Wanderlon Cruz | com Andreza Barroso e Wanderlon Cruz

O trabalho propõe uma investigação sobre o espaço, o foco, o tronco e os apoios (pés, mãos e cabeça) a partir da ótica da Capoeira, valorizando e ressignificando ‘gingado’ e qualidades de movimentos numa contínua descontinuidade.
Pequeno mundo dilatado – de Luiza Monteiro | com Luiza Monteiro e Luiz Thomaz Sarmento

Inúmeros conflitos e situações cotidianas acontecem dentro do passageiro mundo do elevador. Corpos diversos e gestos misturados que neste pequeno mundo se convertem em cena dilatada.
Gesto sanitário – de Christian Perrotta | com Christian Perrotta

A proposta cênica consiste na experimentação de movimentos inspirados na ambientação do banheiro. Para tanto, atividades recorrentes desse ambiente são base e alvo de (des)construção. Por meio da experiência busca-se também uma reflexão acerca dos tabus e preconceitos relacionados ao ambiente sanitário.
Panocorpo Circulado – de Ercy Souza | com Ercy Souza e Luiz Thomaz Sarmento

Panocorpo Circulado busca transmitir um entendimento sobre as possibilidades de utilização da circularidade como fomentadora da preparação de um bailarino antes e no decorrer da cena. Esta experiência configura-se como síntese da pesquisa de especialização em Artes Cênicas realizada pelo intérprete-criador Ercy Souza na Universidade Federal do Pará.
Coisas – de Nelly Brito | com Nelly Brito e Luiza Monteiro

Baseado na obra “Objecto Quase” de José Saramago, o espetáculo retrata a inversão de valores que se acentua no cenário contemporâneo, em que pessoas passam a ser consumidas pelos bens que consomem. No palco, como na vida real, utensílios e hominídeos se confundem: carne, sangue, alma, imagem e suor tornam-se coisas.
Luz em cena – de Tarik Coelho Alves | com Cia Moderno de Dança

Luz em cena é uma experiência sensitiva corpórea sobre o efeito da iluminação cênica no intérprete-criador. Luz cria dança e dança cria luz, numa relação de interdependência guiada pela noção de improvisação. Este experimento faz parte da pesquisa de especialização em Artes Cênicas de Tarik Coelho Alves.
Agenda da Cia
•27 27UTC Maio 27UTC 2009 • 2 ComentáriosJANEIRO
Workshop “Vivências corporais e práticas em movimento”
Dias: 4, 5, 6, 7 e 8/01
Hora: 19:30h
Local: Sala de dança da Cia (Belém, PA)
Ministrante: Renata Daibes
FEVEREIRO
Desfile de carnaval do Quem São Eles em homenagem a João de Jesus Paes Loureiro
Dia: 14/02
Hora: 04:00h
Local: Aldeia Cabana (Belém, PA)
MARÇO
Repertório Paralelo – ano 2
Dias: 10, 11, 12, 13 e 14/03
Hora: 20:30h
Local: Teatro Universitário Cláudio Barradas (Belém, PA)
ABRIL
Temporada do espetáculo “Reforma” e lançamento da coleção “Processos Criativos em Companhia”
Dias: 7, 8, 9, 10 e 11/04
Hora: 20:30h
Local: A confirmar (Belém, PA)
MAIO
Temporada do espetáculo “Reforma” em Manaus
Dias: A confirmar
Hora: A confirmar
Local: A confirmar (Manaus, AM)
Premiações
•27 27UTC Maio 27UTC 2009 • Deixe um comentárioPrêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2009
Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2006
Bolsa Funarte de Estímulo à Produção Crítica em Dança
Prêmio Secult-PA de Estímulo à Criação em Dança 2007
Prêmio Secult-PA de Estímulo à Criação em Dança 2006
Antropozô
•26 26UTC Maio 26UTC 2009 • Deixe um comentário
Em Antropozô são evidenciadas questões relativas à humanidade em seus diversos períodos históricos, observando, dentre outras características, as transformações bio-psico-sociais, a troca de experiências entre sujeitos e a variação entre as condições de dominador e dominado.
Propondo um diálogo interdisciplinar entre a dança e a teoria da evolução, o espetáculo apresenta as referidas situações como signos da seleção natural, que tem como conseqüência aquilo que a ciência chama de evolução das espécies, conceito revisitado e redimensionado pela Companhia Moderno de Dança em sua livre criação artística.
Avesso
•26 26UTC Maio 26UTC 2009 • Deixe um comentário
O reverso do corpo revelado no próprio corpo, este é o argumento que norteia a concepção de Avesso, que surge a partir de um desejo coletivo de desenvolver uma maneira peculiar de dançar, investigando, portanto, um vocabulário de movimentos que não esteja pautado em padrões estabelecidos por técnicas formais de dança, como o balé e a dança moderna, por exemplo. Nesta dança imanente, que nada mais é que uma forma de metalinguagem, os corpos dos próprios intérpretes-criadores são adotados como fonte de investigação, respeitando suas subjetividades e idiossincrasias e instituindo a noção de movimento autônomo.
Este espetáculo é fruto da pesquisa acadêmica de doutorado em artes cênicas realizada pela diretora artística da Companhia Moderno de Dança junto ao Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia.
Para investigar o movimento, a pesquisa coreográfica articulou técnicas como o Contato-Improvisação e o Body Mind Centering®. No processo de criação de Avesso foi priorizado o aprimoramento da consciência corporal dos intérpretes-criadores a partir de uma mescla entre essas técnicas, além de terem sido utilizados recursos tecnológicos da medicina para propiciar a visualização da anatomia e fisiologia humana internas.

